sexta-feira, 5 de agosto de 2022

 



A Vida no Outro Mundo

 

Cairbar Schutel

 

Parte 28

 

Damos sequência ao estudo metódico e sequencial do livro A Vida no Outro Mundo, de autoria de Cairbar Schutel, publicado originalmente em 1932 pela Casa Editora O Clarim, de Matão (SP). 

Cada parte do estudo compõe-se de:

a) questões preliminares;

b) texto para leitura.

As respostas às questões propostas encontram-se no final do texto abaixo. 

Este estudo é publicado neste blog sempre às sextas-feiras.

 

Questões preliminares

 

A. Por que a revelação espírita não foi transmitida por intermédio das Igrejas oficiais e oficiosas que se jactam da posse absoluta da verdade?

B. Por que motivo Moisés proibiu os encantamentos, as adivinhações e as evocações dos mortos?

C. Ciente de que a mistificação na prática mediúnica e os falsos profetas eram, àquela época, fato corriqueiro, que recomendação fez o Apóstolo João com o objetivo de preveni-los?

 

Texto para leitura

 

373. O que se nota de extraordinário em todas as ocorrências verificadas, desde o alvorecer dos fenômenos que vieram despertar a Humanidade imersa em letargo, é que, entre tantos sábios de nomeada e tantos sábios, rabinos, a escolha para a Revelação da Doutrina, que os fatos demonstram, recaísse num homem que, embora portador, como tantos outros, de diplomas, não ostentasse as insígnias acadêmicas conferidas aos sábios do mundo. (A Vida no Outro Mundo – Cap. XXV - Considerações Imortalistas.)

374. Neste, como em tantos outros exemplos, parece prevalecer o ditame do Mestre Jesus, segundo o qual "Deus revela seus conhecimentos aos humildes e os esconde dos sábios orgulhosos". (Obra citada – Cap. XXV - Considerações Imortalistas.)

375. Ora, se as manifestações psíquicas vêm de eras imemoriais e se têm reproduzido no mundo em todos os tempos, referendadas por todos os códigos sagrados, por que não nos veio dos "mestres dos povos", dos "guias das almas" a explicação desses fenômenos, a causa dessas manifestações? Por que essa nova Revelação não foi transmitida por intermédio das Igrejas oficiais e oficiosas que se jactam da posse absoluta da Verdade e se dizem os únicos expoentes autorizados, únicos Pontífices da Palavra de Deus?! (Obra citada – Cap. XXV - Considerações Imortalistas.)

376. A História Religiosa responde perfeitamente a estas interrogações. A Revelação do Sinai e a Revelação Cristã seriam, porventura, veiculadas pelas igrejas daqueles tempos? Qual o papel representado pelo Farisaísmo e Saduceísmo em face da Revelação Cristã? Qual a influência do Bramanismo em face da Revelação de Buda? (Obra citada – Cap. XXV - Considerações Imortalistas.)

377. Vemo-lo escrito nas páginas da História: sempre que a Humanidade tem de receber mais uma luz, seja no terreno religioso, seja no científico, o Senhor, em vez de se prevalecer de sacerdotes e de acadêmicos que pontificam na Religião e na Ciência, utiliza-se, ao contrário, de pessoas absolutamente estranhas e alheias às doutrinas convencionais e dogmáticas. (Obra citada – Cap. XXV - Considerações Imortalistas.)

378. Parece até que a sentença de Jesus Cristo: "não se põe vinho novo em odres velhos" tem, nesses casos, peremptória confirmação. Esta confirmação é tão categórica que se chega a ver o despeito que as Ciências Humanas, ou antes, seus corifeus, têm manifestado contra as novas verdades que nos vêm tirar da imobilização, do círculo vicioso em que eles têm feito permanecer a Humanidade. (Obra citada – Cap. XXV - Considerações Imortalistas.)

379. Outro tanto se pode dizer das religiões oficializadas, infensas, em todos os tempos, às novas descobertas e às verdades novas. (Obra citada – Cap. XXV - Considerações Imortalistas.)

380. É de admirar que o mesmo acontecesse ao Espiritismo, que é a mais ampla revelação que a Humanidade tem recebido? É de estranhar que Deus não quisesse, também desta vez, revelar a Sua Palavra ao mundo, como aconteceu outras vezes, por meio de "sábios" e de "sacerdotes", mas os escolhesse por sua indefectível Justiça? (Obra citada – Cap. XXV - Considerações Imortalistas.)

381. E quem não vê que essas revelações são progressivas, as últimas corroborando os preceitos das primeiras e trazendo um complemento característico de mais elevado ensino, em virtude das circunstâncias de progresso que a Humanidade tem realizado? Eu não vim derrogar a Lei e os Profetas, disse o Cristo, mas sim dar-lhes cumprimento. (Obra citada – Cap. XXV - Considerações Imortalistas.)

382. É assim que a Lei se vai tornando cada vez mais conhecida, à medida que os homens crescem no seu conhecimento, e os profetas (médiuns), ou intermediários da Vontade Divina, também sentem aumentar e diversificar em si mesmos os seus dons, na razão direta da expansão da Lei em sua sublimidade moral e espiritual. (Obra citada – Cap. XXV - Considerações Imortalistas.)

383. A Primeira Revelação, dada por intermédio de Abraão, não diz mais que a existência do Deus Único, Deus Vivo que está em toda parte e em quem devemos crer e confiar. A Segunda Revelação, vinda por intermédio de Moisés, a Revelação do Sinai, já é um Código de mandamentos e preceitos, além de, em sua primeira ordenação, repetir a Revelação Abraâmica. Como se vê, a Revelação Mosaica não veio destruir a Revelação Abraâmica, mas cumpri-la e ampliá-la, prescrevendo ordenações que não se achavam prescritas na revelação anterior. (Obra citada – Cap. XXV - Considerações Imortalistas.)

384. Por outro lado, observem-se os tempos abraâmicos e mosaicos, quanto às manifestações do Além dadas pelos profetas, e ver-se-á claramente que as revelações pessoais tiveram, nessa época, grande repercussão; os médiuns (profetas) se multiplicaram tanto, e tanto abusaram de suas faculdades, que Moisés chegou a proibir os encantamentos, as adivinhações, as evocações dos mortos, impondo, como legislador e chefe do povo de Israel, penas severas a quem transgredisse o seu decreto. (Obra citada – Cap. XXV - Considerações Imortalistas.)

385. A Lei se completa sempre com os Profetas, e os Profetas não podem exorbitar a Lei: têm de submeter-se a ela. Os encantamentos, as adivinhações, a evocação dos mortos, para os fins de que se utilizavam os médiuns populares daqueles tempos, eram práticas contrárias à Lei do Decálogo; essencialmente politeístas, iam de encontro ao preceito de amor e de adoração ao Deus Vivo, Deus Uno, bem como infringiam os demais preceitos do Decálogo referentes ao "amor ao próximo”. (Obra citada – Cap. XXV - Considerações Imortalistas.)

386. Os fins especulativos e supersticiosos, visados pelos mistificadores, praticados, então, como ainda hoje, por pessoas sem critério e despidas de todo sentimento do Bem, é que determinaram a proibição. (Obra citada – Cap. XXV - Considerações Imortalistas.)

387. A Lei manifesta-se sempre pelos Profetas e, assim, há mistificadores da Lei, há profetas de mentira que semeiam pelo mundo o erro, a desarmonia e a incredulidade. Foi o que levou também o Apóstolo João a recomendar severamente: "Examinai se os Espíritos vêm de Deus, porque muitos falsos profetas têm aparecido no mundo”. (Obra citada – Cap. XXV - Considerações Imortalistas.)

 

Respostas às questões preliminares

 

A. Por que a revelação espírita não foi transmitida por intermédio das Igrejas oficiais e oficiosas que se jactam da posse absoluta da verdade?

Tal como ocorreu com a revelação cristã, que também veio por meio de pessoas simples, a revelação espírita observou um padrão comum nas diferentes revelações, enquadrando-se perfeitamente nestas conhecidas palavras de Jesus: "Deus revela seus conhecimentos aos humildes e os esconde dos sábios orgulhosos". (A Vida no Outro Mundo – Cap. XXV - Considerações Imortalistas.)

B. Por que motivo Moisés proibiu os encantamentos, as adivinhações e as evocações dos mortos?

Observando-se os tempos aramaicos e mosaicos, quanto às manifestações do Além dadas pelos profetas, ver-se-á claramente que as revelações pessoais tiveram, nessas épocas, grande repercussão. Os médiuns (profetas) se multiplicaram tanto, e tanto abusaram de suas faculdades, que levou Moisés a proibir o intercâmbio com os mortos, impondo, como legislador e chefe do povo de Israel, penas severas a quem transgredisse o seu decreto. É que a Lei se completa com os Profetas, mas estes não podem exorbitar: têm de submeter-se a ela. Os encantamentos, as adivinhações, a evocação dos mortos, para os fins de que se utilizavam os médiuns populares daqueles tempos, eram práticas contrárias à Lei do Decálogo e iam de encontro ao preceito de amor e de adoração ao Deus Vivo, Deus Uno, bem como infringiam os demais preceitos do Decálogo referentes ao "amor ao próximo". (Obra citada – Cap. XXV - Considerações Imortalistas.)

C. Ciente de que a mistificação na prática mediúnica e os falsos profetas eram, àquela época, fato corriqueiro, que recomendação fez o Apóstolo João com o objetivo de preveni-los?

Com esse objetivo, o Apóstolo João recomendou expressamente aos seus contemporâneos: "Examinai se os Espíritos vêm de Deus, porque muitos falsos profetas têm aparecido no mundo", um conselho que se mantém atual até os nossos dias. (Obra citada – Cap. XXV - Considerações Imortalistas.)

 

 

Observação:

Para acessar a Parte 27 deste estudo, publicada na semana passada, clique aqui: https://espiritismo-seculoxxi.blogspot.com/2022/07/blog-post_29.html

 

 

 

 

 

 

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